Copom mantém taxa Selic em 6,50% e B3 sai da zona de congestão



Dia de ajuste em função do Copom

Ontem a B3 conseguiu fechar com boa alta seguindo comportamento dos mercados no exterior positivo, mesmo com o dólar mostrando novos sinais de fortalecimento e muitas declarações de dirigentes do FED. Na B3, alta de 1,65% e índice em 86.536, o que abre espaço para tentar voltar ao recorde atingido no final de fevereiro, próximo de 88.300 pontos. Também vazamos para cima aquela zona de congestão ampla, de onde não havia força para tirar.

Os agentes do mercado estavam de olho na decisão do Copom sobre política monetária que acabou surpreendendo pela manutenção da taxa Selic em 6,50%, quando as apostas majoritárias indicavam nova queda para 6,25%. Com isso, o Copom interrompeu sequência de 12 reuniões seguidas de contração da Selic.

Apesar disso, a decisão não deve mexer muito com as perspectivas de médio e longo prazos, mas certamente trará ajustes no início da sessão de hoje. O dólar deve ter algum alívio e a B3 pode ter alguma correção e realização de lucros recentes. Afinal, algumas ações subiram forte nesse mês de maio.

Hoje mercados da Ásia fecharam majoritariamente em queda, mas Tóquio valorizou 0,53%. Na Europa, mercados operando em alta nesse começo de manhã e futuros do mercado americano tentando reagir, mas ainda em queda.

Na China, durante a madrugada, os investimentos estrangeiros diretos cresceram nos primeiros quatro meses de 2,0% para US$ 43,6 bilhões, e os investimentos não financeiros com +34,9% e volume de US$ 35,6 bilhões. Preocupa o calote de empresas no mercado de bônus. No Japão, o governo pretende comunicar à Organização Mundial do Comércio (OMC) retaliações aos EUA por conta da sobretaxa imposta ao aço e alumínio.

A Coreia do Sul faz esforços para que a reunião de cúpula entre Kim Jong Un e Trump seja mantida para 12 de junho. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava nova alta de 0,95%, com o barril cotado a US$ 72,17. O euro era transacionado em queda para US$ 1,179 e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 3,09%. O ouro em queda e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas na bolsa de Chicago em altas. A criptomoeda Bitcoin tinha leve alta de 0,67% e cotada a US$ 8305.

No segmento local, os europeus anunciaram embargo à importação de pescado do Brasil, mas a carne suína vai sendo liberada. A Fipe anunciou o IPC da segunda quadrissemana de maio em -0,01%, vindo de -0,03%. E a reunião da cessão onerosa entre governo e Petrobras terminou ontem inconclusiva, com a discussão esbarrando nos valores.

Foram divulgados dados da PNAD contínua do trimestre mostrando que faltava emprego para 27,7 milhões de pessoas e 4,6 milhões estavam desalentados, sendo que 65% deles localizados no
Nordeste. A taxa de desemprego em São Paulo foi estabelecida em 14%. Na sequência dos mercados, os DIs ajustando em alta para a manutenção da Selic e o dólar começando como previsto em queda de 0,49% e cotado a R$ 3,657. Na B3, o dia pode ser ainda de alta, mas existem indicadores a serem divulgados que podem mexer com o comportamento dos mercados de risco.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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